Artigo 04/09/2020 06:40

Que venham os russos!

A PETROBRAS já não é mais a mesma há muitos anos e, por diferentes razões, a maioria conhece o diagnóstico de reposicionamento da empresa.

A PETROBRAS já não é mais a mesma há muitos anos e, por diferentes razões, a maioria conhece o diagnóstico de reposicionamento da empresa.

O Rio Grande do Norte era muito dependente daquela empresa e, em torno dela, estruturou uma bem articulada cadeia de produtos e serviços.

O mundo mudou, os negócios também e não seria diferente com o segmento de petróleo e gás.

Agora, com as últimas notícias em relação a política de reposicionamento da PETROBRAS, cabe ao Rio Grande do Norte escolher um novo caminho.

E deve fazê-lo com otimismo e garra! O investimento privado na exploração do petróleo e gás é algo que deve ser acolhido e estimulado. Aliás, não apenas em um tipo de operação, mas também em relação a outros que podem surgir.

Recentemente, neste sentido, foi comentado na imprensa a feliz sugestão de que os projetos como os polos petroquímico e cloroquímico voltassem à pauta potiguar.

A presença de investidores privados, a partir da cadeia do petróleo e gás, a exemplo das empresas Petromais, 3R e Potiguar E&P que já estão no Estado, pode significar, inclusive, o uso da matéria prima em outras aplicações, além de estimular a produção de conhecimento, tanto em parceria com universidades e o Sistema FIERN (SESI, SENAI, IEL, CTGAS, INSTITUTO SENAI DE INOVAÇÃO e seus laboratórios especializados), quanto a partir de estudos e pesquisas realizadas pelas próprias empresas investidoras.

Enfim, o estímulo para que investidores cheguem ao Rio Grande do Norte deve ser perene e permanente! A força do investimento privado deve ser calorosamente recepcionada.

Insistir para que a PETROBRAS fique, invista e trabalhe é algo que deve ser feito, mas não podemos ficar apenas articulando uma única solução ou, de fato, colocando todas as energias em uma única possibilidade.

Acredito, inclusive, que a união de todos deveria ser pautada muito mais no sentido de prospectar e estimular a vinda do capital privado para atuar no Rio Grande do Norte no segmento de petróleo e gás, além de verticalizar – no que for possível – a produção potiguar que, com mais de 8.000 poços, é uma das mais relevantes do País.

Ademais, ao recepcionarmos o investimento privado e criarmos um ambiente propício à atuação de novas empresas no segmento, certamente, novas metas serão estabelecidas e, neste contexto, mais empregos, renda circulante, aumento de arrecadação de impostos e taxas.

Aliás, quanto às metas, já existem indicadores no sentido de que as empresas privadas conseguiram melhorar o processo de extração do petróleo, ampliando a produtividade da operação. Portanto, estamos no caminho certo!

Diante de crises há um conceito que é repetido com reiterada frequência: choramos com lenços ou vendemos lenços para que outros chorem.

É legítimo o nosso lamento diante do reposicionamento da PETROBRAS, mas inapropriada nossa postura de apenas reclamar quando existem alternativas, algumas das quais estratégicas para o Rio Grande do Norte.

Vamos, então, a procura de todos que possam investir e trabalhar na Bacia Potiguar…

Que venham os baianos, paulistas, cariocas, brasileiros e estrangeiros que, com os potiguares, articulem, trabalhem e gerem resultados em torno do desenvolvimento econômico sustentável de nosso Estado.

Amaro Sales de Araújo, industrial, Presidente da FIERN e diretor-secretário da CNI.

Ricardo Rosado

Descrição Jornalista