Artigo 18/02/2020 11:17

O STF é um palco iluminado e bem remunerado

Anos atrás, conversando com um colega jornalista, avaliamos que ao decidir transmitir ao vivo suas sessões (bem naquela época do mensalão, salvo engano, quando Joaquim Barbosa mandou Gilmar Mendes andar nas ruas para saber o quanto era odiado pelo povo).

Anos atrás, conversando com um colega jornalista, avaliamos que ao decidir transmitir ao vivo suas sessões (bem naquela época do mensalão, salvo engano, quando Joaquim Barbosa mandou Gilmar Mendes andar nas ruas para saber o quanto era odiado pelo povo).

A conclusão foi de que seria um risco muito grande para o Supremo Tribunal Federal.

Os holofotes, as idiossincrasias dos juízes, as vaidades supremas, aquelas roupas cabulosas, a exibição pura e simples do saber jurídico, um auxiliar pra trazer água, outro pra afastar a cadeira, outro para levar documentos, da refrega para ver quem é mais erudito, levando o juiz para as ruas, esquinas e botecos iriam provocar mudanças nos julgamentos.

Não deu outra.

Há momento de pura frivolidade, fútil.

A política, associada à imodéstia ou mesmo fanfarrice, entrou na veia dos julgadores. Para sempre.

Hoje ninguém sabe quem ostenta mais e quem conta com assessorias para proferir palavra certas que vão virar manchetes e inundar as redes sociais.

São estrelas.

Ao ler uma entrevista do ex-presidente Temer, me deparei com a seguinte frase a respeito da TV e do STF:

“Cada vez mais chego à conclusão de que essa coisa de televisionar as reuniões do Supremo não é uma coisa boa.”

É verdade. O STF é um palco iluminado. E muito bem remunerado.

Além dos erros, agora a super exposição (o juiz virou uma espécie de ubersexual) na mídia trouxe até ameaças de atentados terroristas contra os ministros.

Terão que reavaliar.

STF atual é quase um circo.

Com todo respeito ao circo.

Ricardo Rosado

Descrição Jornalista

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